sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Relato da Roda do mês de outubro

DATA: 09/10/2008

Na Roda desse mês foi feito um diálogo sobre a organização juvenil.

Antes de começar o debate, foi feita uma contextualização do tema de acordo com as últimas Rodas.

As primeiras falas giraram em torno das semelhanças e diferenças entre os movimentos de criança e adolescente e os movimentos juvenis.

Seguem abaixo algumas falas e indagações feitas na Roda:

  • A fase transitória (idade) ainda não tem definição concreta. Ainda há conflito sobre isso.
  • Os adolescentes tem garantias no ECA que os jovens acima de 18 anos não têm.
  • Como está o estatuto da juventude?
  • Há impasses na construção, entraves e divergências dentro da própria câmara. Algumas pessoas acham válido outras não.
  • Ainda há um desafio com relação a construção do estatuto da juventude, que é envolver os jovens na discussão e entender-se no processo de construção da política pública.
  • O Estatuto da Juventude, o Plano nacional de Juventude e a PEC da Juventude foram reafirmados como luta atual, demandas a serem votadas (Conferência Nacional).
  • O Estatuto não contém ações específicas, ele é um regulamentador, por isso a necessidade do Plano Nacional.
  • Os ganhos dos movimentos de crianças e adolescentes são maiores e de mais tempo: tem um estatuto já reconhecido, inclusive a forma como é divulgado pela mídia. A juventude ainda é retratada de uma forma negativa pela mídia.
  • Hoje o governo começa a responder as pautas da juventude; isso é resultado de uma luta sim. Embora haja pouco tempo de organização e luta. Tem pouco de reconhecimento de si enquanto jovem.
  • Há uma parcela da juventude que se vê como sujeito de direitos e participa ativamente da proposição da política pública. E um outro grupo, a maioria, que está alheio a esse processo.
  • Esse entendimento requer tempo. O Eca está mais divulgado e através dele, muitas crianças e adolescentes estão conhecendo seus direitos. A mídia também precisa dar vazão ao movimento de juventudes.
  • O movimento negro, o movimento de mulheres e o movimento de criança e adolescente também precisam ainda de um maior reconhecimento social. Por exemplo, muito negros sequer se reconhecem como negros.
  • Não dá para discutir movimento social segmentado. Há uma transição e intersetorialidade.
  • O diferencial do movimento de juventude é exatamente a diversidade e a transversalidade.
  • O grande problema dos movimentos sociais é a segmentação: negros, mulheres, homossexuais etc.
  • E qual o perigo disso? Segrega ainda mais?
  • Como o movimento social pode fazer para que essa discussão não seja mais tão fragmentada?
  • Hoje, os grupos e coletivos juvenis têm uma certa força política.
  • Com a dificuldade que temos para dialogar e mesmo para fazer o grupo existir, não dá para fazer apenas movimento. Como garantir a sustentabilidade dos grupos, como fazer com que o jovem possa continuar no grupo e sobreviver?
  • Qual o papel das ONG’s nesse processo? O que demanda estar em um movimento, em uma ONG?
  • Até onde é a luta sem o dinheiro? Existe também comprometimento. Compromisso e necessidade.
  • Reflexo da desmobilização dos movimentos.
  • Os grupos que surgem tem dificuldade de continuar se mantendo, tendo autonomia.
  • Existe uma dificuldade muitas vezes do próprio jovem/ grupo, de querer e/ou poder continuar organizado, existindo.
  • Infelizmente, existem outros fatores, como o econômico, que prejudicam a participação. Não é só “meter a cara”, precisa poder manter-se.
  • A política é uma coisa bem mais ampla. Não acredito que seja necessário 8 horas de dedicação.
  • É necessário certa profissionalização para alguns grupos continuarem existindo.
  • Muitas organizações acabam terminando porque muitos jovens precisam sobreviver, encontrar trabalho.
  • É uma questão de profissionalização, a partir da dedicação do estudo...
  • É preciso pautar outras demandas, além das clássicas...
  • Existe a impressão de que a pauta da juventude veio de cima para baixo. Ex: o próprio Projovem, onde os alunos são beneficiários, não se sentem sujeitos de direitos contemplados com a política pública.
  • O Observatório da Política Pública de Juventude ainda não existe. Aqui, estamos avaliando a políticas públicas (Projovem etc). É necessário mais elementos, relatórios para esta análise.

ENCAMINHAMENTOS:

  • Existem ainda dúvidas sobre a legislação para a juventude a nível nacional.
  • Ainda é preciso dialogar sobre a organização juvenil, sobre o movimento de juventude.
  • Necessidade de conversar mais sobre as políticas de juventude a exemplo do Projovem.

Responsáveis pela organização da próxima Roda: Auta (Etapas) e Vanessa (Retome).


Tema da próxima Roda è "Juventudes: que movimento é esse?"

Data è 13.11.08

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